quarta-feira, 3 de agosto de 2011

(...)

  Vou abrir um parênteses aqui pra falar um pouco dos aeroportos, já que estou ficando especialista por aqui. Como as viagens que faço são para lugares um tanto distantes um do outro, como coisa de 8/10h de trem, tenho viajado muito de avião. Até porque trem não é tão barato assim, com passagens muitas vezes custando mais de 100 euros – como o que eu peguei da Holanda pra Paris –, ou seja, praticamente a mesma coisa de avião. Enfim, então, aqui tem umas companhias que se autodenominam “low cost”, como Ryanir e Easy Jet, e elas realmente têm passagens baratas, só na teoria. Por exemplo, viajei muitas vezes pela Ryanair comprando passagens a 40, 50 euros, mas que no final se torna mais de 100 euros, já que eles sempre têm algum motivo para lhe cobrar mais: excesso de peso da bagagem a despachar, dimensão da bagagem de mão e coisas do tipo. No final das contas, acho mais vantajoso viajar por companhias mais tradicionais mesmo. Aqui na Espanha um exemplo é a Iberia, que inclusive foi a companhia que vim de Recife pra cá. Os preços são ok e não tem tanta frescura pra fazer check in. Ah! Tive outro tipo de problema aqui em Madrid, e acho que isso vale pra todos os aeroportos gigantes – outro parênteses/travessão/dois pontos agora: sempre aproveito pra escrever esses posts nos aeroportos, quando o avião tá voando ou nos poucos trens que peguei, uma forma massa de matar o tempo e o tédio que é esperar avião e essas coisas! Por isso sempre falo de Barcelona quando o texto é sobre Paris, ou do aeroporto de Madrid onde estou agora, indo pra Florença, quando o texto é sobre Santiago de Compostela, enfim, acho que deu pra entender! Voltando: como a Iberia é tipo a TAM ou a Gol daqui, eles tem infinitos guichês, cada um com vôos pra determinada região da Espanha e da Europa, ou seja, é sempre bom conferir nas telas onde você vai despachar bagagem! Não é em qualquer guichê. Outra coisa, nas bagagens de mão, se você for colocar algo líquido como perfumes ou sei lá, tem sempre que colocar numa sacolinha, pelo menos em Madrid, em outros lugares não vi isso. Como na minha bagagem de mão só tem coisas do notebook e livro é mais relax, mas ao mesmo tempo tenho sempre que tirar cinto e tudo e colocar nas bandejas lá – às vezes vejo gente tirando até sapato! – pra passar naqueles raios-x. Ah! Tenho quase sempre que explicar o que é um arco de contrabaixo também, acho que a turma pensa que é algum tipo de arma com flecha. Resumindo, é um saco mesmo essas coisas de aeroporto mas sempre dá certo – menos ontem que perdi o avião em Santiago e tive que dormir em Madrid pra ir só hoje pra Florença! Bom, “valle”! Como dizem direto por aqui... Outra outra coisa: sempre é bom conferir o terminal, a porta de embarque, o código de reserva, o número do e-ticket, seu nome, o número do passaporte, tudo! Sempre esteja com isso em mãos pra evitar chatices de ter que enfrentar filas pra perguntar porque algo está errado quando o problema é você que não tem todas as informações. Muitas vezes vim pros aeroportos naquela preguiça típica brasileira, de achar que vou chegar com o passaporte e vai dar tudo certo e pronto, me lasco, tenho que correr atrás de um bando de chatice, desde desenrolar cartões de embarques até pegar um ônibus pra ir pro terminal correto – pois é, aqui em Madrid você passa por duas estações de metrô de quase 10min pra chegar no outro terminal! Tá bom de papo chato sobre aeroporto, mas é um saco essas coisas e se eu ajudar alguém com o que eu falei já valeu. Espero comer um parmê com painho e mainha hoje pra ficar feliz de novo! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário